O processo eleitoral para o Conjunto CFESS/CRESS está bastante quente. E a democracia é assim: o debate em torno dos projetos em disputa não se faz com luvas de pelica e é legítimo que todas as chapas explicitem as diferenças políticas existentes e defendam apaixonadamente suas propostas. Nós das Chapas 1 para o CFESS e o CRESS/RJ queremos fazer a grande política com paixão e discutir projetos para a sociedade brasileira e as políticas sociais, concepção de profissão e do papel das nossas entidades. A categoria espera das chapas concorrentes a este pleito que não façamos a reprodução e a desqualificação da política, como vem ocorrendo em nosso país, que não façamos a pequena política. Confiamos no engajamento dos assistentes sociais do Rio de Janeiro e do Brasil nas lutas em defesa da profissão a partir de sua leitura crítica da realidade.
Acreditamos na perspectiva ético-política que vimos construindo e defendendo coletivamente, com responsabilidade política e consistência na análise para tentar acertar na ação, embora saibamos que no ambiente neoliberal remamos contra a maré. Não estamos nesse processo com promessas típicas de momento eleitoral. Por isso, apresentamos mais algumas razões para o voto em Ética, Autonomia e Luta no Rio de Janeiro e Atitude Crítica para Avançar na Luta no Brasil:
- Acreditamos que a categoria é plural e diversificada, mas vem apostando majoritariamente numa direção ético-política de aliança com os demais trabalhadores e movimentos sociais, na perspectiva de dias melhores na sociedade brasileira, cada vez mais marcada pela violência e por profunda desigualdade social, e nós nos colocamos nesse campo da luta social;
- Entendemos que essa direção estratégica construída nos últimos 30 anos é produto de uma articulação entre o meio acadêmico e o meio profissional, gerando um processo que alimenta a reflexão e os projetos de intervenção dos profissionais. Exemplos disso? São muitos. Citamos aqui alguns: · o Código de Ética, a Lei de Regulamentação, as Diretrizes Curriculares; · a cartilha do CRESS 7ª Região sobre o trabalho profissional nos hospitais, como um desdobramento da luta contra a atuação dos assistentes sociais junto às funerárias presentes nas emergências públicas do Município do Rio de Janeiro; · as publicações sobre o “serviço social clínico”, serviço social na educação e na área sócio-jurídica; · os parâmetros do CFESS e CFP para a intervenção profissional na assistência social; · a matriz teórico-metodológica da previdência social; · os cursos decorrentes dos projetos da fiscalização educativa e preventiva nas várias áreas do exercício profissional; · a resolução da Secretaria Estadual de Saúde que regulamenta os procedimentos multiprofissionais decorrentes do óbito e que contou com a participação do CRESS/RJ. Estes são alguns resultados dessa mobilização político-profissional coletiva, que deve ser estimulada e fortalecida, sendo o Conjunto CFESS/CRESS um importante mediador dessa relação, que coloca demandas para a formação profissional, advindas dos dilemas do exercício direto da profissão;
- Somos intransigentes em defesa da autonomia do assistente social no planejamento e execução de seu trabalho e na tomada de posições políticas e técnicas, e por isso somos contra as arbitrariedades e medidas produtivistas que vêm ocorrendo no âmbito do SIMAS. Manifestamos aqui nossa solidariedade aos assistentes sociais e demais trabalhadores da Prefeitura do Rio de Janeiro, e nossa posição em defesa do SUAS, do SUS e da Seguridade Social. Por isso, apoiamos a moção assinada pelo CFESS, CRESS 7ª Região, ABEPSS e universidades, que critica a fusão inadequada preconizada por alguns setores entre assistência social, política pública de seguridade social, e a profissão de Serviço Social.
- Defendemos a Seguridade Social pública, não como “política pobre para os pobres”, gambiarra de recursos para o terceiro setor ou para as tais fundações estatais de direito privado, mas como política universal, profissionalizada e com financiamento;
- Somos contra a Educação à Distância em níveis de graduação, mestrado e doutorado, posto que não asseguram a articulação ensino, pesquisa e extensão e, no caso da graduação, ferem diretamente a orientação das Diretrizes da ABEPSS e do MEC em relação ao estágio supervisionado. Devemos desencadear ações judiciais e políticas para barrar esses cursos, a exemplo do que já vem sendo feito pelo Conjunto CFESS/CRESS em todo o Brasil. O CFESS iniciou, por exemplo, um processo de interpelação judicial junto ao MEC e secretarias estaduais de educação, tendo em vista suspender o funcionamento desses cursos;
- Somos solidários à luta de docentes, estudantes e funcionários contra o REUNI, projeto que propõe reorganização da formação na perspectiva do aligeiramento, da emissão de diplomas genéricos, sem especialização profissional, o que terá impacto destrutivo para o estatuto das profissões e constituição do mercado de trabalho, além de ferir a articulação entre ensino, pesquisa e extensão nas universidades públicas;
- Somos contra alterações em nossa Lei de Regulamentação pelo Congresso Nacional, cuja composição hoje é muito conservadora e desregulamentadora das profissões. Essa é uma proposição aventureira, que pode, além de não barrar a graduação à distância – projeto amplamente defendido pelos lobbies privatistas da educação no Congresso - levar a perdas ainda maiores quanto às atribuições e direitos profissionais;
- Pensamos num CFESS/CRESS voltado para a categoria e sintonizado com as lutas sociais. Pensamos que aqueles que dizem que não tem ideologia e são contra a política, gostam mesmo da política conservadora e querem colocar nossas entidades atreladas a propostas que nada têm a ver com o projeto ético-político do serviço social brasileiro.
Assistentes Sociais de todo o Brasil e especialmente do Rio de Janeiro:
o CFESS e o CRESS são nossos instrumentos de luta! Vamos defendê-los!
VOTE
Chapa 1 Ética, Autonomia e Luta para o CRESS/RJ
Chapa 1 Atitude Crítica para Avançar na Luta para o CFESS
Um comentário:
É com prazer e muita satisfação que apoio a Chapa !, pq acredito nos companheiros da referente chapa que estão lutando com transparência e democracia pela nossa classe e nossos direitos que são mascarados e desclassificados dos direitos adquiridos e não cumpridos.
Grata
Iêda Araujo
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